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Gostaria de dedicar esse post aos meus DOIS leitores, Carol e Giovanni. :roll:

Niagara Falls

No final de semana passado, resolvemos passar frio em um lugar diferente: as Cataratas do Niagara. So que... nao era o frio que esperavamos. Era muito pior.

Serio.

Durante a viagem, tive o desprazer de sentar atras de um brasileiro que falava pelos cotovelos. Ele falou sobre o contrato dele, sobre a casa onde tava morando, sobre a banheira, sobre a comida, sobre a cachaca, sobre as mulheres que nao olham pra ele, sobre por que os canadenses nao derretem a neve pra terminar com os problemas da falta de agua do mundo... e muito mais.

Enfim, ne. A viagem de 1:30h passou e, antes de irmos ver as cataratas em si, visitamos a 20 Bees, que eh uma vinicola daqui.



Pra quem nao sabe, essa parte do Canada produz muito vinho, o que pode ter originado aquele episodio do Pica Pau...


"aeeeeee"


Ou nao, ne, ja que os unicos barris que vimos foram estes:



que estavam longinho das cataratas.

De qualquer jeito, o que eu achei muito interessante foi o fato de eles produzirem vinho tambem durante o inverno, o que eles chamam de Ice Wine. As uvas sao mantidas em uma temperatura de -40o e pra fazer uma garrafa desse vinho eh gasta a mesma quantidade de uva pra se fazer 30 das dos outros (Pinot, etc)!

O resultado final eh uma especie de vinho doce com alcool. O branco eh bonzinho, o tinto eu nao provei. Tambem nao provei nenhum dos outros vinhos da vinicula, entao nao posso falar.

Almocamos batata frita com gravy em uma cidadezinha chamada Niagara on the Lake, bem bonitinha. Lembrete: large aqui REALMENTE significa GRANDE, nao eh como no Brasil. A porcao de batatas era gigante... e nos pedimos duas!


foto aleatoria para demonstrar o quao frio estava neste dia


Niagara Falls fica na fronteira entre o Canada e os EUA, entao essa ponte aqui



eh uma das que ligam os dois paises.

Essas sao algumas das fotos que tiramos durante o dia:















So lembrando que tava muito, muito frio! Nao acho que o frio estivesse pior do que o de Quebec, mas que tava frio, tava! Por isso, fomos tomar um chocolate quente no Tim Horton's, que eh muito bom, eu recomendo! (PS: sempre que eu vou falar o nome desse cafe, eu falo Tim Burtons... :/)

Pausa de duas horas para compras e...



Niagara Falls a noite! Muito lindo! Eles projetam essas luzes, as aguas ficam maravilhosas. ^^

Como Niagara Falls eh a Las Vegas canadense, ela tem uma vida noturna muito movimentada, contando com cinemas, teatros, lanchonetes (lancherias, namorado!) e ate cassinos! Uma pena que nao pudemos ir em um, eu queria muito ver como funcionava. haha (e apostar e ficar rica tambem)





Optamos por visitar o Museu de Cera no tempo que nos sobrava e nao nos arrependemos. O museu de Niagara eh melhor que o de NY, na minha opiniao! Algumas fotos que eu achei legais de la:



qual o preferido de voces? eu adorava eles!



calling the Dark Night!



eu e meu brotha Harry



No quadro do Bart, le-se:

"butt.butt" is not my E-mail adress
I have neither been there nor done that
I will not call my teacher "Hot Cakes"
I won't not use double negatives
I will not scream for ice cream
I did not win the Nobel Fart Prize
Loose teeth don't need my help
Fridays are not " pants optional"
It does not suck to be you


XD

Foto adicional



Eu no Largo do Lampiao XD

Montréal

Depois de uma noite conturbada em Québec, pegamos o ônibus em direção à Montreal. Mais duras horas de viagem e estávamos fazendo tours pela cidade.

Primeira parada: estádio onde os jogos de verão de 60/70 aconteceram (é, eu não me lembro direito :roll:)







Depois, caminhamos um pouco pela cidade e paramos para pedir informações da onde comer. Um canadense nos indicou o Poutine:



Poutine é um prato típico daqui que consiste em batata frita, com queijo e molho em cima, sendo a carne opcional. O meu eu pedi com chicken, porque era o mais barato hahaha mas tinha com calabresa, carne moída, etc.



Basicamente, Montreal foi isso, já que era domingo quando chegamos lá e, neste dia, as lojas fecham às 5 da tarde. Pode parecer meio cedo, mas vocês têm que ter em mente que anoitece às 16:30h, por aí.

Além disso, não sou uma pessoa daquelas que nasceram pra viver nas atrações noturnas - eu não gosto de barulho e nem de aglomerados. Como diria um amigo, eu odeio gente jovem hahahaha. Enfim, tudo isso pra dizer que não fui em um pub, onde o povo foi. Sim, call me boring, não me importo.

Dormimos tudo direitinho e, no dia seguinte, mais duas horas de ônibus para conhecermos a capital do meu querido Canadá, Ottawa.

Ottawa

Gostei muito da cidade. Pra começar, ela tem mais vida do que Québec e não é tão fria quanto Montreal hah, mas também tem muita coisa pra fazer e para visitar.

A primeira coisa que fizemos foi visitar o Parlamento.



Tu pode participar de um free tour dentro dele, podendo tirar fotos de quase todos os lugares, com exceção da biblioteca, porque o povo do parlamento que tá lá estudando não quer parar no facebook, segundo nosso guia.

Ah, o guia merece um parágrafo à parte: ele tinha muita cara de indiano (sotaque também), mas se descreveu como sendo de Toronto. Se bem que isso não prova muita coisa, já que conheci algumas pessoas que se descreviam assim: I am from Russia, but I am Canadian. Soooo... todo mundo é canadense se morar aqui e assim se considerar, não importando de onde veio.

De qualquer jeito, o guia se parecia com o Jamal de Quem quer ser um milionário?, tanto que ele disse: I was not in Who wants to be a millionaire. XD

Quando estávamos no último andar do Parlamento, olhando a cidade, vimos duas imagens de anjinhos feitos na neve láááá embaixo. Não tivemos dúvidas:



Acho que foi a pior decisão que eu tomei na minha vida. hahahaha
Como a menina demorou pra deitar do meu lado, a que ia tirar fotos esperou ela deitar. Enquanto isso, eu lá congelado. Literalmente congelando! Quando eu levantei, não conseguia sentir minhas mãos e tive de sair correndo pra dentro do Parlamento de novo, onde tinha ar quente, pra colocar minhas luvas e começar a bater as mãos. Depois de alguns minutos, elas voltaram. Oba.

Aí, fomos visitar a Catedral de Notre Dame. Acho que era a terceira com este nome pela qual passávamos, mas só entramos na de Ottawa. Não podia tirar fotos, então não vou colocar aqui as que tiramos hahaha Sim, nos tiramos, mas é que a placa que proibia isso tava super bem camuflada e só vimos na saída.

Outra coisa interessante é o falling ice, ou seja, o gelo que fica pendurado na calha das construções que faz as pessoas colocarem placas de "Danger!" nas calçadas, caso algum transeunte (nós) não se dê conta de que aquele gelo é bem afiadinho e pode machucar se cair na cabeça de alguém.



Passamos também pela Galeria de Arte/Museu da Arte/whatever da cidade, onde fica essa aranha gigante que foi feita por uma senhora de 92 anos. No meio das pernas da aranha, tem uma mãe protegendo os filhos e eras isso.



Pra terminar, fomos em uma loja de doces maravilhosa, com diversos doces que só existem fora do Brasil. hah Por exemplo, comprei uma bolinha de chocolate com gosto de blueberry tri boa. Ah! Experimentei também o beavertail, outro prato típico.



Ele é tipo um bolinho de chuva, sabem? Mas esticado. O que eu comi era com canela e açúcar, porque a menina que trabalhava lá me disse que era o mais característico, mas tinha também com manteiga de amendoim, chocolate, M&Ms... tudo doce.

PS: O beaver, que, em PT é castor, é um dos animais típicos aqui do Canadá. os outros são o urso polar e o alce, muito encontrados em camisetas, chaveiros e cartões postais.

Fomos também em um hotel muito chique, cujas fotos não estão comigo ainda. Este hotel receberia os móveis que estavam no Titanic! Infelizmente, eles afundaram junto com o navio e tal. Vocês sabem.

Mais tarde, quando entramos no ônibus, já estávamos todos cansados. E quando fomos deixados na estração de metrô mais perto da nossa casa, estávamos mais ainda. Quando cheguei aqui, tava quase morta e fui direto dormir, pensando o quanto era bom estar em casa.

Ops... já tou considerando esse apto a minha casa. It can't be good.

Não vou me estender muito falando dos dias 6 e 7, porque o realmente interessante aconteceu durante o final de semana. Só vou dizer que, no dia 6, visitamos a Victoria's Secret que estava em sale



e que no dia 7 FINALMENTE fomos até o WalMart (é bem longe daqui... tá, dá uma meia hora de viagem no metrô, mas é um saco tu ter que ir pra lá, caminhar na neve, etc.) Só pra constar: eu AMO o WalMart e me lamento todo dia por não morarmos perto de um. =/

Québec

Ainda na sexta feira, pegamos um ônibus em direção à Québec, ou seja, a parte francesa do Canadá. A viagem durou 10 horas, o ônibus era desconfortável e assistimos a um filme MUITO idiota chamado Step Brothers. NUNCA ASSISTAM.

No entanto, a viagem serviu para fazermos amizades, assim, dessas que duram um final de semana: conversamos com gente do Piauí (nunca tinha conhecido ninguém de lá!), Rio, SP, Arábia Saudita... (lembrete pessoal: mandar email pro Khalid, da Arábia Saudita)

No dia seguinte, deixamos as malas no hotel e saímos para um tour. Nossa guia nos mostrou Old Québec, onde alguns filmes foram rodados e onde os prédios todos seguem a cultura francesa.



O tempo tava congelante. Muito, mas muito frio. Mesmo assim, saímos batendo perna pela cidade e acabamos nos deparando com essa cena:



gente, esse menininho era a coisa mais fofa! Ele caía, levantava, escorregava, mas não desistia de aprender a patinar! hah

Mais adiante, paramos para tirar foto com esses cachorros gostosissimos, por dois dolares (tudo tem que pagar, fazer o que):



x))))

Pra quem não sabe, Québec tem uma espécie de rixa com o resto do Canadá: volta e meia eles pedem para se separar do país, mas é meio difícil disso acontecer, uma vez que a região fica bem no meio do Canadá, ou seja, acabaria separando o país em duas partes.



De qualquer jeito, o povo lá não fala muito inglês, eles preferem o francês. Aí, até pra ir no McDonald's foi complicado, mas nada que gestos e algumas tentativas de fala não tenham resolvido.

O problema mesmo foi quando descemos na parada errada do ônibus (eu sabia que não era lá, mas me fizeram descer! u_u) e tivemos de pedir informações para chegar até o hotel: algumas pessoas arranhavam no inglês, outras davam informações em francês depois que eu mostrava o nome do hotel escrito em uma folha de papel e, claro, nós não falavamos um pingo da língua - no máximo uns monsieur e uns merci (Obrigada, Agatha Christie!)

O importante é que, depois de muita caminhada embaixo da neve, nós chegamos ao hotel. Eu tava tão feliz de finalmente ter chegado que até esqueci que tava braba por terem me feito descer há trocentos metros de onde deveríamos ter descido.

Pra mais tarde, tínhamos agendado uma visita ao hotel de gelo, onde tudo - tudo! - é feito de gelo. Mas como eu tava cansada e não queria gastar mais dólares na entrada dele, fui dormir.

Ou tentar.

Os brasileiros do quarto do lado estavam com música alta, muito alta, não deixando a mim e nem à minha roommate dormir. Depois, eles abaixaram o som, mas continuaram conversando um bom tempo, em voz alta. Então, eles saíram e eu pude dormir... até eles voltarem, de madrugada, e começarem a bater em algum lugar com toda força.

No dia seguinte, vimos um deles com uma bandagem na cabeça. Quando perguntamos o que tinha acontecido, ele disse que tinha feito pontos porque bateu a cabeça. Quando perguntado se ele tinha dado cabeçadas na cama durante a noite toda e feito aquele barulho, ele riu e disse que não se lembrava de nada.

Também, pudera: tinha ido num pub, bebido todas e caído. Foi aí que ele bateu a cabeça e ignorou todos que diziam pra ele ir para um hospital, dizendo que "ainda tinha o outro lado pra bater" hahahaha

Acabou que teve que fazer pontos e gastar mais de 700 d'olares por isso. Ele vai receber o dinheiro de volta, mas mesmo assim, ne...

Ah, durante o dia passamos em um observatorio, onde pudemos ver a cidade laaaa de cima (ficava no 31o andar, mas nao tenho ideia da altura). Algumas fotos:








Amanha falo sobre Montreal e Ottawa, as outras duas cidades que eu visitei no 'ultimo finde. =D

PS: Desculpas por alguns acentos que faltaram, ja que o teclado desconfigurou do nada no meio da escrita. _ _

05/01/11

Yorkville

Como nossas aulas só começam ao meio dia, resolvemos conhecer Yorkville, um bairro perto do nosso. Na verdade, é o mesmo bairro, mas tem uma parte dele na qual o pessoal é, assim, mais bem de vida.

Pra vocês terem uma ideia, Hugo Boss, Guess, Vitor Hugo, Lacoste e todas essas marcas caras estavam presentes em Yorkville - e continuavam caras.

Tiramos algumas fotos lá:





PLI

Como eu disse, cada aluno teve de fazer um teste para ver em qual nível estudaria. Acabei recebendo o horário das 12:30 às 15:50, sendo uma aula de Business e uma de Listening.

Em Business, aprendemos bastante vocabulário específico da área, além de ficar sabendo de fatos interessantes sobre o Canadá. Por exemplo, os canadenses têm dinheiro para colocar os filhos em escolas particulares, mas eles não colocam. Sabem por quê? Porque se eles começarem a colocar as crianças em escolas particulares, as públicas receberiam menos atenção e ficariam piores.

Ou seja, as pessoas não pensam só no próprio umbigo.

Na aula de listening estamos vendo idioms, ou seja, expressões idiomáticas, tipo "he has feathered the nest" = ele se preparou para o futuro. É bem interessante e eu até que gosto da professora, menos quando ela cisma com o ED do Past Simple. Ela diz que é "erro de brasileiro" na pronúncia e nos deu uma folhinha para aprender a falar worked, cleaned, danced, etc.

Gente, eu NÃO vou mudar minha pronúncia! Se ela continuar insistindo, vou falar pra ela sobre um negocinho chamado ENGLISH VARIATION, pleased to meet you.

Enfim.

O mais interessante são os colegas. Bah, tem gente de todo canto. Nas minhas turmas, temos brasileiros (óbvio), russos, japoneses, coreanos e mexicanos. Mas tem amigos meus que estudam com turcos, holandeses, venezuelanos, chilenos, etc.

É MUITO legal ouvir sotaques tão diferentes! Como eu adoro variação linguística, estou amando tudo. Na verdade, em qualquer lugar que tu vá em Toronto tu vai encontrar gente de outro país, falando outra língua. A cidade é super cosmopolita, ninguém olha estranho pra ninguém, porque tem gente de todo tipo!

ROM

Depois da aula, fomos ao Royal Ontario Museum, porque é de graça nas quartas depois das 16:30 hahaha. Uma pessoa do grupo foi deixar a mochila no guarda volumes e não teve que pagar nada. Quando quis colocar o casaco dentro da mochila, teria que pagar U$2. Vai entender, né?! Se tivesse colocado o casaco antes na mochila, como eles saberiam?



So pudemos ficar uma hora, depois disso os guardinhas começaram a pedir que todos se retirassem e o museu fechou, blé.

04/01/11

((SONHO: postar no dia em que as coisas aconteceram.))

Path

Na terça feira, eu passei boa parte da madrugada acompanhando o voo de uma pessoa do nosso grupo, que não conseguiu vir com a gente no mesmo dia. Por causa disso, acordei mais cedo do que as outras pessoas, que levantaram pouco antes das 7.

Por que acordar antes das 7 em um país desenvolvido e cheio de neve? Porque tínhamos que ir até nossa escola. Aliás, tínhamos que encontrar o caminho certo, porque não tínhamos muita certeza do que fazer.

No entanto, tudo correu na mais perfeita calma: pegamos o metrô para o lado correto, saímos na porta certa e viramos na esquina na qual deveríamos virar. Tchanã, nossa escola estava bem ali, na nossa frente. (Se alguém quiser dar uma olhada no prédio e na rua da escola, é só clicar aqui.)

Chegando lá, nos dividiram em grupos e nos deram folhas para preencher - novidade. Ficamos sabendo dos horários da escola e de uma regrinha que deixou todos um pouco abalados: não se pode falar outra língua que não inglês na escola.

Ok, isso não tem nada de absurdo, certo? Certo. O que é um absurdo é que, se um professor encontrar algum aluno falando outra língua que não inglês, esse aluno recebe um RED CARD. Isso mesmo, o aluno é expulso. Por 24 horas, mas mesmo assim. Se você falar português, árabe, russo, japonês ou outra coisa ao meio dia, por exemplo, terá de sair da escola e só voltar no meio dia do dia seguinte. Great.

De qualquer jeito, não acredito que algum de nós levará este cartão. Tenho fé no meu inglês, no dos meus alunos e, principalmente, no da minha chefe. hahaha

Bem, bem... depois da papelada e das regras, fomos ao testes: o primeiro era online e envolvia reading, interpretation e listening. Eu achei ok, fiquei com 90 pontos, de 100. Tenho certeza que errei uma questão que nos pedia para completar um texto tirando palavras do nada, mas enfim.

Além desse, tivemos uma prova oral onde nos falaram em que nível estudaríamos. Fiquei com o high advanced, o que me encheu de orgulho. Gente, eu venho estudando inglês faz 13 anos, é bom ver que o trabalho valeu à pena e ser reconhecida, de vez em quando.

Depois disso, tivemos um mini tour pelo path, que são túneis que interligam boa parte da cidade. Ou seja, eu não preciso pegar o metrô para ir para o Best Buy, eu poderia ir por baixo da terra, caminhando.

E foi o que decidimos fazer. Mas não sem antes dar uma passadinha no Royal York Hotel, logo em cima de onde entramos para pegar o metrô. Ele é o mais caro da cidade, onde alguns filmes foram rodados (Quais? Não sei, mas tem uma placa lá, posso descobrir).



Ficamos caminhando por HORAS nestes túneis, com a esperança de encontrar alguma loja interessante. Acabou que encontramos a Toys Toys Toys, onde comprei um chaveirinho em forma de alce pra mim. Awn. x)

Depois disso, pegamos o metrô e fomos para casa, já mortos. Janta? Cachorro quente.
;) Aaah, dois dias antes tinha sido aniversário de uma das pessoas do grupo, então montamos um prato com cachorro quente, Lays, cookies e duas velinhas. O hotel nos forneceu os fósforos, não sem antes nos pedir para não acionar os detetores de fumaça, claro.

Bonus: Neighborhood


Na esquina aqui do lado!


Ganha um doce quem descobrir o nome e o que tem nesse lugar. hahaha

Continuação do dia 04/01:

Yonge Street

Quando chegamos ao hotel, deixamos nossas coisas e saímos para almoçar. Nossa primeira comida canadense? Um footlong, no Subway. hahaha Eu sei, nada original, mas fica pertinho da nossa casa. Dividimos ele em duas pessoas e, como acompanhamento, comemos Lays. (L)ays. -> como sou criativa. :roll:

Depois de almoçarmos, procuramos um supermercado. A maior rede de mercados aqui de Toronto é o Rabba's, mas ele não é aqueeeele supermercado, sabem? É um mercadinho, normal (Ainda tou me lamentando por não termos um WalMart por perto).

De qualquer jeito, este foi o resultados das compras:



(olha o saco de Lays aí na foto!)

Esqueci de falar que passamos no Dollarama, também. Essa loja é uma espécie de U$1,99 canadense, onde tu pode comprar de tudo, desde balas até roupas (Os EUA têm uma versão própria da loja, também, a Dollar Tree).

Comprei algumas coisinhas, tipo uma luva pras minhas mãos não caírem e, na hora de pagar, a mulher - que era, sei lá, turca - me disse: DO YOU WANT A BANK? Parecendo /bán/, assim. Aí eu disse que não, achando que ela queria que eu declarasse as taxas, sei lá. Aí ela me perguntou DENOVO e eu disse que não, já meio intrigada. Foi então que ela acabou de passar minhas compras e eu fiquei olhando pra ela, porque ela não tinha embalado nada. Aí eu: can I have a bag? E ela:

- I ASKED YOU TWO TIMES IF YOU WANT A BANK!

hahahahahahah ela não queria saber se eu queria declarar taxas, nem nada assim, ela queria saber se eu queria uma BAG, mas com uma pronúncia muito diferente! hahahaha Isso porque no Canadá se paga mais ou menos 0.06 cents por cada sacola plástica e ela deveria ter me cobrado por uma. De qualquer jeito, já adquirimos uma ecobag. hahaha

Depois das compras, resolvemos conhecer a vizinhança. Acabou que estamos super bem localizados, no centro da cidade e a rua mais perto é a maior rua do MUNDO, a Yonge Street.



Encontra-se de tudo nesta rua, desde comida até sex shops. Sério mesmo!

Ficamos entrando e saindo de lojinhas, porque Toronto ainda tá no Boxing Day, ou seja, as coisas estão em liquidação. Infelizmente, termina nesta semana. :(



Esta foi uma das minhas lojinhas favoritas, uma de comic books, com direito a várias edições de colecionador, capa dura, estátuas, etc etc. Igualzinha a de Big Bang Theory!

De qualquer jeito, compramos casacos e botas. Esta é a minha:



Além disso, visitamos a Best Buy, a Future Shop, o cinema AMC e - e esta é minha favorita - a WORLD BIGGEST BOOKSTORE!



Ficamos ali dentro durante quase duas horas e eu ainda preciso voltar pra pegar livros. É. Voltarei com muitos livros, como da outra vez. Vou fazer o quê? Posso ficar séculos numa livraria que eu ainda sairia feliz!

Ah, teve um teatro que pegou fogo quando chegamos. Sad. :(



Pra terminar, pedimos uma pizza no Pizza Pizza, por 8 dólares. Tri boa!

Olá, meus queridos corvinais que, encarecidamente, não se opuseram quanto a eu usar nosso blog para objetivos pessoais e

Olá, demais pessoas que receberão este link e outros por aqui passantes!

Como alguns de vocês sabem, tive de me ausentar de algumas de minhas atividades no BiDê temporariamente por ter vindo ao Canadá para ficar um mês estudando inglês.

No entanto, mesmo tendo de estudar, fazer homework e conhecer a cidade - ha -, eu gostaria de manter uma espécie de diarinho sobre as nossas "aventuras aqui". Sei que blogs diarinho são um saquinho, mas eu vou pôr bastante fotos pra vocês que preferem ler as figuras.

Ok, letisgo!

AeroportoS

Nunca tive muita sorte com voos chegando no horário e, para vir para cá, não foi diferente. Como eu estava no Rio de Janeiro, teria de ir a São Paulo para encontrar o meu grupo e, para isso, pegaria um voo da webjet que... estava cancelado.

Eles foram prestativos e me encaixaram em um voo da Gol (quase duas horas mais tarde) que ia para Congonhas, então de lá teria que pegar o transfer para Guarulhos. Ok, sem problemas, só não poderia esperar meu grupo na chegada, como havia sido combinado, porque chegaria depois deles.

Porém, quando finalmente cheguei a Guarulhos, vi que o voo do meu grupo também estava atrasado. Aí, vocês pensam que estávamos todos com muita sorte, certo? Pois é. Cheguei a mencionar que temos uma menor no nosso grupo? A líder é responsável por ela e, por isso, tínhamos que apresentar uma autorização dos pais - que estava láááá em Barbosa.

Isso também foi uma dor de cabeça, mas a receita federal foi convencida e, com um fax, tudo foi resolvido e pudemos embarcar em direção à Washington. Yeah!

A viagem durou 9 horas e foi bem tranquila, tirando os torcicolos. Eu queria ter assistido Going the Distance na TVzinha, mas ele não tava disponível pro nosso voo. :(



Essa é a comida diliciosa que a United Airlines serve como almoço (a outra opção era beef com cuscuz... não me pareceu muito certo, então fui de chicken mesmo).

Quando finalmente chegamos aos EUA, tivemos que passar pela imigração, onde checariam nosso visto. Sim, mesmo que só estivéssemos lá para uma conexão, tínhamos de ter o visto conosco.

Essa brincadeira americana durou quase duas horas e nós achávamos que tínhamos perdido nosso voo, que sairia quase uma hora antes.

No entanto, quando finalmente conseguimos pegar nossa mala e vimos elas desaparecerem em uma nova esteira novamente, uma mulher da United nos avisou que nosso voo, milagrosamente, não tinha saído ainda!

Foi então que começamos a correr pelo aeroporto, que é gigantesco. A primeira pessoa que nos deu informação nos mandou para o lado errado, a segunda disse que estava muito ocupada para falar conosco e a terceira - blessed one! - nos indicou a direção correta para o translado para a Asa A, onde embarcaríamos.

Finalmente dentro do avião, fomos avisados que tínhamos de esperar tirarem as malas de umas pessoas que as despacharam e não apareceram. Que bom, toda nossa correria foi inútil, então.

Quando o avião decolou - um mini avião da Embraer! - todos respiramos aliviados, porque tínhamos medo que ele caísse hahaha. Pela janela, podíamos ver lagos congelados e uma camada beeem fininha de neve, o que foi muito tri. De qualquer jeito,depois de uma hora... CANADA! (Outro contratempo: o passaporte de uma das pessoas tinha SUMIDO. Foi encotrado minutos depois, embaixo do assento.)



Daí em diante, foi só alegria, como diria meu pai: passamos por uma pequena fila, pegamos nossa mala, outro balcão para entregar um segundo papel, saída. A escola estava nos esperando para nos levar até o nosso hotel, que não é nada mal, mas também não é maravilhooooso. Pelo menos, tem heater. Yay. =D

Temperatura

- Lentes?! Eu não estou usando lentes! Você... é que está ficando estranho – Marcell abanou a cabeça – Não é possível. Algo está acontecendo.
- Eu não tinha reparado nisso – ironizou Rodolfo e se afastou da mesa. Marcell o seguiu.
Atravessaram o pátio interior e deixaram o edifício, se dirigindo para o pátio exterior.
- Talvez a Nath consiga explicar. Pode parecer insano da minha parte, mas o seu sonho e o fato de ela reparar em você derrepente... Eu não acho que seja uma coincidência.
- Pode muito bem ser. Já ouviu falar de sonhos premonitórios?
- Claro, e logo você ia ter um... Tudo bem, mas como isso explicaria as marcas?
Marcell parou de andar. A temperatura estava aumentando de modo alarmante.
- Vamos para dentro – sugeriu – o Sol está demasiado forte.
- Também reparou nisso? O aquecimento global está se fazendo sentir.
Marcell olhou para Rodolfo, mal-humorado.
- Então, é essa a sua estratégia? - inquiriu, enquanto ambos caminhavam para o interior do edifício.
- Não estou entendendo.
- Finge que está tudo bem, que simplesmente prevê acontecimentos... em suma, nada de grave.
- Porque está assim? Já resolvemos o assunto da Nath, são tudo águas passadas. Está guardando mágoa por ela ter reparado em mim?
- Era isso que eu temia – Marcell se voltou para o amigo – Eu não tenho ciúmes, apenas estou tentando perceber o que está nos acontecendo.
O corredor ficou silencioso. Momentos depois, um grupo de alunos atravessou o corredor no qual se encontravam. Rodolfo enveredou por outro corredor.
- Para onde vai?
Rodolfo ignorou a pergunta de Marcel e prosseguiu o seu caminho. Se dirigiu ao banheiro dos meninos mais próximo. Uma briga tinha acabado de ocorrer lá. Alguns ex-colegas saíram com expressões divertidas. Alguém que parecia ser um dos envolvidos na luta, passou por ele, nervoso, e empurrou Rodolfo contra a parede, desimpedindo a própria passagem. Rodolfo sentiu a face dorida e sangue escorrer para os seus lábios. Provou-o, inconscientemente. O sabor despertou uma sensação apreensivamente agradável. Parecia que uma força desconhecida crescia dentro de si...

Olhares

Um calafrio brotou da ferida e percorreu todo o corpo de ambos. Tinham a séria impressão de mergulharem em uma câmara de gelo, porém a sensação estranha passou tão logo quanto veio. Em seu lugar, apenas sentiam a pele mais fria e pálida do que o de costume.
- Cara, o que foi isso? - perguntou Marcell, ainda em choque.
- Não sei. Mas nada parece ser um sonho. Pensei que ia morrer de frio!
Marcell assentiu, assustado, e resolveu se calar. Apesar do medo, seus pensamentos foram tomados pela imagem de Nath. Ele queria entender porque Rodolfo sonhava com ela, mas ele não. Se perguntasse ao amigo, ele poderia pensar que ainda havia interesse da parte dele, e poderia ter ciúmes. Na época, se compreenderam com a paixão compartilhada, mas reviver o assunto e a paixonite estava fora de questão.
O silêncio os envolveu de tal maneira que, através do olhar, entenderam que era hora de sair dali. Era inexplicável, mas impossível continuar ali. Desceram da casa da árvore, e pouco se importaram de chegar no meio da primeira aula.
Na hora do intervalo, Marcell procurava uma maneira de tocar no assunto com Rodolfo, até chegarem em uma conclusão sobre os sonhos, as marcas e o calafrio intenso. Contudo, simultaneamente ao seu arroubo de coragem, Nath passou por trás dele e fez um sinal a Rodolfo, que parecia hipnotizado por ela.
- Rodolfo?
- Quê?
- O que você tá olhando?
- Nath. Ela parece prestar atenção em mim de novo.
- Só que essa atenção não é de graça. Você sonhou com ela e foi mordido, assim como aconteceu comigo, embora não saiba quem é a criatura com que sonhei.
- Pois é, tive mais sorte do que você! - debochou Rodolfo.
- Você que pensa. Ela está perto de nós, pode fazer muito pior do que no sonho. Você acha que fomos mordidos de verdade?
Ele mirou o lanche, sem fome alguma, e disse, ainda cabisbaixo e sombrio:
- Se fomos, você sabe muito bem o que vai acontecer depois.
- Ou o que já aconteceu - acrescentou Marcell.
De repente, o semblante preocupado de Rodolfo relaxou e se tornou nervoso:
- Que ótimo! Não basta a situação ser uma bosta, e você decide zuar com a minha cara?!
- O que foi? - Marcell, indignado, levantou-se, e o amigo fez o mesmo.
- Que merda de lentes de contato vermelhas são essas? Reparei só agora! Não tem graça nenhuma!
Imediatamente, a imagem do homem de cabelos loiros e olhos avermelhados o invadiu e era como se não enxergasse mais seu amigo. A realidade se tornara muito pior do que os pesadelos.

Rodolfo

Rodolfo percebeu que seu melhor amigo de infância estava olhando para suas cicatrizes. Olhou para elas também e resolveu contar tudo a ele, queria compartilhar aquele medo.
-Marcell, tenho algo para lhe contar, mas é melhor não irmos para escola. Lá é um lugar que não podemos confiar nas pessoas, pois são muito fofoqueiras e podem descobrir meu segredo.
-Certo, vamos ao nosso esconderijo.
Desde crianças os dois amigos moravam perto e estudavam no mesmo colégio. A duas quadras da casa deles havia uma praça com uma árvore enorme no centro com um banco ao redor, e acima uma grande casa que os dois haviam construído com a ajuda dos pais. Eles chegaram e quando a avistaram, pegaram um pedaço de madeira e puxaram a corda que ficava presa na casa para que poucos pudessem subir. Eles ainda cabiam nela e sempre que precisavam iam para lá. A casa era verde, com uma janela em cada parede, uma porta, e no assoalho havia uma abertura circular com a corda que proporcionava a subida dos garotos. Dentro da casa tinha mesa, cadeiras e uma pequena estante com seus pertences, os quais delatavam as pequenas armações feitas pelos dois quando pequenos. Eles se sentaram cada um numa cadeira, quando Rodolfo voltou a falar.
-Sonhei com a Nath pela terceira, mas não foram sonhos comuns, esses sonhos foram totalmente diferentes.
Nath era a garota por quem Rodolfo e Marcell haviam se apaixonado e tiveram um caso. Era uma linda ruiva de olhos verdes, pele branca como a de um vampiro e um sorriso misterioso que seduzia qualquer um. Apesar de sua beleza, era conhecida pelos diversos casos amorosos que já tivera. Muitas garotas tinham inveja dela e vários garotos a idolatravam, mas ninguém conhecia sua verdadeira identidade.
-Nesses sonhos estou no meio de uma floresta fechada muito escura, com uma névoa entre as árvores, quando de repente ela aparece e anda em minha direção com seu olhar sedutor. Nas primeiras vezes eu acordava quando ela beijava meu pescoço, mas desta vez ela beijou meu braço direito e logo após o mordeu. A dor foi insuportável, pensei que queria morrer e quando acordei, estava todo suado com o braço latejando e percebi que dessa vez fora real.
Marcell o olhava espantado, tivera o mesmo sonho, mas outro ser o mordia. Então resolveu mostrar sua cicatriz ao amigo. Puxou a manga até a região onde parecia que a mordida havia sido suturada.
-Eu também tenho uma mordida, mas meus sonhos foram diferentes dos seus e uma outra criatura me mordia.
Nesse momento estavam ambos sentiam uma nova sensação em seus corpos, algo diferente de tudo que já haviam sentido em suas vidas...

Marcell ficou com medo. Olhou ao redor, procurando algo ou alguém que pudesse tê-lo ferido, mas não encontrou nada. A janela de seu quarto encontrava-se fechada, bem como a porta. Não havia nenhum barulho na casa. Seus pais dormiam num quarto que ficava exatamente acima do seu. Marcell chegou a pensou em acordá-los, mas achou melhor não. Iria esperar pelo amanhecer para falar com eles. Ainda tinha esperança que as marcas sumissem e tudo tivesse sido um grande sonho.

Mas elas continuavam ali, embora seu braço tenha parado de doer e não houvesse sangue nenhum. Marcell sentou na cama e ficou olhando pro teto do quarto, enquanto passava a mão em seu braço. Nada havia lhe acontecido nas outras vezes que teve o sonho, mas ele também não tinha tentado explorar o lugar. Aliás, que lugar era aquele? Não se parecia nem um pouco com qualquer outro que ele tenha estado. Quanto mais pensava no sonho, mais impossível ele lhe parecia. A névoa, o vampiro... Já ouvira falar de pessoas que sonhavam com algo que estava acontecendo, mas nada parecido com o que lhe havia ocorrido. Então, no meio de seus pensamentos, Marcell voltou a dormir.

Acordou com o despertador, meio zonzo. Quando se tocou do que estava acontecendo, lembrou do seu braço. Olhou pra ele, e as marcas haviam sumido, mas no lugar delas parecia que haviam costurado a pele, para cobrir os furos. Então Marcell levantou-se e trocou de roupa, botando uma camiseta de manga comprida. Havia decidido manter segredo daquilo pros seus pais, pelo menos até descobrir algo. Saiu do quarto e foi para a cozinha, onde encontrou seu pai terminando de tomar café.

-Bom dia, pai.

-Bom dia, Marcell. Teve uma boa noite?

-Que? Ah, sim, tive...

-Bom, já estou de saída. Tenha um bom dia, filho.

Marcell sentou-se a mesa e pegou um copo de café e uma torrada. Ficou segurando e vendo seu pai sair pela porta da frente. Então comeu rápido, pegou sua mochila e foi pra escola. Estudava num colégio próximo a sua casa, e ia caminhando. Sempre encontrava seu melhor amigo no caminho, Rodolfo, e desta vez não foi diferente. Rodolfo estava com uma cara triste, e usava uma camiseta de manga curta. Marcell reparou que ele estava com cicatrizes iguais as suas no braço...

Quando Marcell abriu os olhos, sua cama estava de novo naquele lugar estranho. Era a terceira noite que seu sonho tinha um aspecto real. Levantou-se de sua cama em um pulo, olhando em volta. O chão de terra possuía inúmeras crateras, uma destas ao lado da cama. Nas duas últimas noites, se contentara em observar ao redor do conforto de sua cama. Mas o que significaria tudo aquilo, afinal?
Seu pijama branco contrastava com o céu negro e com as duas luas que flutuavam em uma órbita desordenada. Seus olhos azuis encontraram uma cratera em particular, a poucos metros de sua cama. Seus cabelos curtos, lisos e muito negros estavam visivelmente bagunçados. Marcell não era magro nem gordo. Tinha uma aparência forte e robusta, mas seu coração podia ser idiota por muitas vezes. Não só seu coração, mas sua coragem traidora ajudaria a sua entrada num estranho acontecimento.
BUM!
Fumaça começou a sair da cratera em que seu olhar se fixava. Ele franziu o cenho para enxergar o que havia no meio da fumaça. Mas só conseguia distinguir uma capa preta que cobria algo. A fumaça foi se dissipando e Marcell se aproximou. Seus passos ecoavam, tamanho o silêncio que se encotrava no local. Seu coração batia desordenado, e a maldita coragem de Marcell incendiava seu pobre pensamento.
VLAP!
A capa foi puxada por mãos tão brancas quanto o pijama de Marcell. As roupas tão brancas quanto a sua pele, olhos avermelhados, cabelos curtos e loiros. Alto, magro e com dentes manchados de vermelho. A respiração de Marcell parou.
O ser, que parecia um vampiro, deslizou estranhamente até Marcell, e mordeu-lhe o bíceps direito. O sangue jorrava para todas as direções, enquanto o corpo de Marcell deslizava em direção ao chão. Repentinamente, o cenário em volta foi se tornando diferente, voltando a ser o quarto de paredes azuis em que Marcell passava suas noites, isolado do resto de sua família. O suor escorria por seu rosto, mas um suspiro de alívio saiu dele, ao notar que tudo não passara de um sonho.
-AI!
Uma dor súbita perpassou todo seu corpo. Ao olhar para seu braço que estava a mostra por usar uma camiseta, as marcas de dentes fortes. Seus olhos azuis saltaram ao ver a marca.

Afinal, o que estava acontecendo?

Olá a todos!

Depois de um tempo em que nosso blog foi atualizado poucas vezes, voltamos com novas idéias, idéias estas que vão mexer um pouco com o jeito em que as coisas vinham sendo feitas aqui. Inicialmente, cada um de nós escreveria sobre um assunto específico, diferente do falado pelos demais usuários do blog.

Desta vez, escreveremos em grupo: nossa idéia é a de fazer com que todos participem, então nos juntamos no escrever contos. Serão várias histórias e, cada uma, será dividida em partes, sendo que cada parte será escrita por um usuário diferente, fazendo com que o rumo da história vá mudando de acordo com as idéias de cada um de nós.

O usuário que dará início a este novo projeto atende pelo nick de Klaus Oldman e postará sua parte em breve.

Boa leitura e divertimento a todos! ;)

Corvinais do BD

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