Essa greve já está me dando nos nervos. Além das séries terminarem as suas temporadas antes da hora (séries como Ugly Betty e House têm apenas mais um episódio inédito a ser exibido), cancelarão o Globo de Ouro e outros prêmios da televisão americana.
Apesar de ser uma causa justa o pedido dos roteiristas, que querem receber uma parte dos lucros da venda de episódios pela internet e por DVDs, a demora no acordo está deixando os telespectadores impacientes.
Os atores George Clooney e Tom Hanks, e alguns produtores de peso de Hollywood estão dispostos a serem os mediadores das negociações e declararam que não deixarão as salas de reunião sem um acordo. Espero que eles consigam mesmo isso, senão eu vou ficar louca!!!!
O que se pode sugerir numa situação dessas? Assistir aos dvds das séries. Ou partir para as séries britânicas e de outros países. Vai aí uma sugestão minha: assistam Coupling, Burn Notice, The Office e Extras. Só um pequeno aviso nos casos do The Office e do Extras: se você possui o que chamamos de Vergonha Alheia, pode ser muito doloroso assistir. Falo por experiência própria.
Beijos e Feliz 2008 a todos!
Todo início de ano eu também publico uma lista com os melhores e os piores do ano, além de algumas categorias especiais.
A desse ano eu publico aqui também.
Regrinha básica: Só entram na lista filmes inéditos, ou seja, aqueles que eu vi pela primeira vez em 2007.
Top 10 Filmes de 2007:
1. Filhos da Esperança
2. Pecados Íntimos
3. Perfume - A História de um Assassino
4. Zodíaco
5. Half Nelson
6. La Science des Rêves (The Science of Sleep)
7. Ratatouille
8. Batismo de Sangue
9. Superbad - É Hoje
10. Paprika
Top 10 Oldies:
1. Três Homens em Conflito
2. Ilha das Flores
3. O Grande Ditador
4. Oldboy
5. Cidadão Kane
6. Nascido para Matar
7. Fanny e Alexander
8. Amadeus
9. E Aí, Mei Irmão, Cadê Você?
10. Ninguém Pode Saber
Top 10 Filmes Ruins:
1. Didi: O Cupido Trapalhão
2. Joe e as Baratas
3. Koyaanisqatsi
4. Com a Cor e a Coragem
5. Tideland
6. Confidencial
7. Quero Ficar com Polly
8. A Inveja Mata
9. XXX 2 - Estado de Emergência
10. Sombras de Goya
Melhor Realização Na Direção:
Chan-wook Park
Melhor Realização Em Atuação:
Ryan Gosling
Surpresas:
Brincando de Seduzir
Diário de uma Paixão
Do Jeito Que Ela É
Meninas Malvadas
Mistérios da Carne
Pacto Maldito
Ponte para Terabítia
Quatro Amigas e un Jeans Viajante
Show de Vizinha
Sky High - Escola de Heróis
Decepção:
Blow-Up - Depois Daquele Beijo
Inland Empire
O Mágico de Oz
Maria Antonieta
Metrópolis (1927)
Persona
Último Tango em Paris
Viagem a Darjeeling
Hotaru no haka (1988)
Ladrão de Sonhos
Ponette - À Espera De Um Anjo
Konnichiwa, pessoal!
Pois é, meu primeiro post do ano. E falemos sobre os animes que podem dar as caras na TV aberta, em 2008.
SBT
1. Bleach? Esse anime, que é um dos melhores (ficando na luta contra One Piece), pode ser uma das apostas do "Homem do Baú" para 2008. Contudo, pelo que se sabe (tio Klaus aqui lê bastante, gente), o horário que teria sido supostamente proposto pelo Ministério da Justiça teria sido após às 20h, por essa ser a versão sem cortes (sim, sim, sem cortes, por isso pulem de alegria). Será que Bleach não vai ao lado do tão aclamado Naruto nos horários do Bom Dia & Cia.? Contudo, o anime ainda não foi negociado e pode cair nas mãos da Rede Globo (apesar do SBT estar alguns passos à frente na negociação, ainda existe um pequeno lago cheio de água pra rolar). Mas garanto que o canal das telenovelas não vai abrir mão de suas "novela das 8", né?
2. One Piece? Pois é. Juntamente com Bleach, este novo arraso da TV aberta pode vir por aí. O SBT também estaá na frente nas negociações deste anime, e ele pode estrear (caso isso aconteça) antes do que nós pensamos.
3. Naruto episódios 53-104? Sim, é extremamente provável que o SBT compre mais episódios, depois da audiência ter superado as expectativas. Pois é, esperamos que sim, pois mesmo com a "mutilação" do anime, tem muita gente esperando para saber quem é o velhinho de cabelos brancos (quem assiste/assistiu/leu Naruto, sabe de quem eu estou falando).
RedeTV!
1. Let´s & Go? Lembram-se daquele anime com carrinhos, que o SBT estava exibindo nas manhãs de sábado? O anime pode voltar a ser exibido, mas agora na RedeTV!.
2. Shaman King? E agora, você se lembram daquele anime que a Globo exibiu trocentos anos atrás? Então, ele deve voltar nas telas da RedeTV!
3. A volta de Hunter X Hunter e Full Metal Alchemist? É. Lá vem animes "mutilados" serem reprisados.
Globo
1. Digimon Savers? Entããããão... Digimon Savers deve ser comprado pela Globo, sim. Não sabemos quando, mas ela é a que tem mais chance. Até porque todos os 4 Digimons anteriores foram negociados com a Globo.
2. DragonBall Z/GT... De novo? A Globo está ficando sem criatividade para novas programações, e o que ela resolveu fazer agora? Reprisar pela 3850361274ª vez DragonBall.
3. Filmes de DragonBall? É possível, mas não se faz idéia de quando eles serão exibidos.
4. E novos animes estão por vir, como anunciado pela apresentadora Geovana Tominaga, após diversos pedidos de otakus do Brasil inteiro.
Record e Band
Me nego a comentar. ¬¬
Ok, só pra não dizerem que eu não falei: a Record vai exibir os filmes 5, 6 e 7 de Pokemon. E a Band não deve renovar o contrato de Cavaleiros do Zodíaco. Eu até comentaria sobre os animes da PlayTV, mas ela é exibida em pouquíííííssimos locais (no máximo uns 5 - e me refiro a cidades).
Enfim, é isso.
Música Indicada: Dirty
Banda: Nightmare
o/
Vinicius nasceu em Outubro de 1913, no Rio de Janeiro, foi bacharel em Letras, formou-se em Direito, tornou-se diplomata, virou crítico de cinema, começou a compor em 1927, teve diversas mulheres e o número exato de filhos eu não sei dizer. Só sei que filhos, melhor não tê-los, mas se não os temos, como sabê-lo?
Enfim, não quis colocar um poema apenas, então aqui vão as melhores frases dele, em minha opinião, de novo! Ah, coloquei como texto corrido pra não ficar um post muito mais longo do que já é, então considerem as vírgulas como quebra de linha, ok?
"Eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações – porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor" (Para Uma Menina Com Uma Flor)
"Morro ontem, Nasço amanhã, Ando onde há espaço, Meu tempo é quando" (Poética)
"Assim como o poeta, Só é grande se sofrer, Assim como viver, Sem ter amor não é viver, Não há você sem mim, Eu não existo sem você" (Eu Não Existo Sem Você)
"Ser feliz é viver morto de paixão" (As Cores de Abril)
"Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor." (Para Viver Um Grande Amor)
"A vida só se dá para quem se deu" (Como Dizia o Poeta)
"Se você quisesse!... até na morte eu ia, Descobrir poesia. Te recitava as Pombas, tirava modinhas, Pra te adormecer. Até um gurizinho, se você deixar, Eu dou pra você..." (Amor nos Três Pavimentos)
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida" (Samba da Bênção)
"Amo-te afim, de um calmo amor prestante, E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade, Dentro da eternidade e a cada instante" (Soneto do Amor Total)
"Ando escravo da alegria, Hoje em dia minha gente, Isso não é normal. Se o amor é fantasia eu me encontro ultimamente em pleno carnaval" (Escravo da Alegria)
"Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não há paz não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai" (Chega de Saudade)
"Eu sem você não tenho por que, porque sem você não sei nem chorar... sou chama sem luz, jardim sem luar, luar sem amor, amor sem se dar" (Samba em Prelúdio)
"Sei lá, sei lá... só sei que é preciso paixão" (Sei Lá, A Vida Tem Sempre Razão)
"E você tem que ser a estrela derradeira, Minha amiga e companheira, No infinito de nós dois" (Minha Namorada)
"Quero a luz dos olhos meus, Na luz dos olhos teus, Sem mais lá, rá, rá, rá..." (Pela Luz dos Olhos Teus)
"De repente não mais que de repente" (Soneto a Quatro Mãos)
"Se todos fossem iguais a você, Que maravilha viver" (Se Todos Fossem Iguais a Você)
"É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas" (O Amor Por Entre o Verde)
"O homem olhou por um momento a estrada clara e deserta, Olhou longamente para dentro de si, E voltou" (Velha História)
"No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida" (Ausência)
"É claro que a vida é boa, E a alegria, a única indizível emoção, É claro que te acho linda, Em ti bendigo o amor das coisas simples, É claro que te amo, E tenho tudo para ser feliz, Mas acontece que eu sou triste..." (Dialética)
Well, that's all. Espero que tenham gostado. =)
FELIZ NATAL A TODOS!!!!!
Qual série teve cenas filmadas no Brasil?
As selvas brasileiras serviram como cenário para o seriado Tarzan (1966-1968, 57 episódios), produzido por Sy Weintraub, que já tinha feito longas do herói com locações por aqui. As primeiras cenas foram gravadas nas Cataratas do Iguaçu, na fronteira do Brasil com Argentina e Paraguai. O ex-jogador de futebol americano Mike Henry deveria ser o protagonista da Telesérie, mas não suportou as condições precárias de filmagem e abandonou o papel após ter sido atacado por um chimpanzé. O texano Ron Ely não só virou Tarzan, como fazia questão de atuar nas cenas de perigo. Para o grito, no entanto, foi usado a gravação clássica de Johnny Weissmuler, da década de 30. Mais tarde, porém, a produção mudou as locações para o México.
Por que Alf tem esse nome e de que planeta ele veio?
O nome Alf - o simpático alienígena peludo da série cômica Alf, o E.Teimoso (1986-1990, 102 episódios) - é uma sigla para Alien Life Form. Ele se chama Gordon Shumway, mas é apelidado de Alf por Willie Tanner (Max Wright), o chefe da família com quem passa a morar. O espirituoso extraterrestre vem do planeta Melmac e cai na terra por acidente. A voz original de Alf é de Paul Fusco, produtor da série. No Brasil, foi dublado por Orlando Drummond, o mesmo de Scooby-doo, Popeye e outros. O ator na época fazia o personagem Seu Peru na Escolinha do Professor Raimundo, e acabou inserindo alguns jargões do programa na dublagem de Alf.
Que séries misturaram seus elencos com o de Mad About You?
O cruzamento de séries não é novidade. Entre os mais famosos, há o clássico episódio misturando Batman com Besouro Verde, nos anos 60. Mad About You (1992-1999, 164 episódios), protagonizada por Paul (Paul Reiser) e Jaime Buchman (Helen Hunt), promoveu dois encontros curiosos: Lisa Kudrow fazia a atrapalhada garçonete Ursula Buffay em Mad About You quando passou a interpretar sua irmã gêmea, Phoebe, em Friends. Num episódio de Friends, Jaime e uma amiga confundem Phoebe com Ursula. Em outra ocasião, em Seinfeld, ficamos sabendo que o velho apartamento de Paul, quando ainda era solteiro, foi alugado para Kramer (Michael Richards). Nesta mesma época, o mesmo Kramer apareceu também num episódio de Murphy Brown, a Reporter.
Qual médico ficou mais tempo em Plantão Médico?
John Carter (Noah Wyle) é o campeão de permanência em Plantão Médico (ER), atuando nas 11 primeiras temporadas. No início ele era um estudante do terceiro ano, aluno do doutor Peter Benton (Eriq La Salle). Na segunda temporada passou para o quarto ano e começou a trabalhar como semi-interno na cirurgia do hospital. Um ano mais tarde, virou médico interno e mudou para a emergência. Nas temporadas seguintes foi promovido a residente Sênior e tornou-se viciado em sedativos. Curou-se do vício e virou chefe dos residentes. No fim da nona temporada, partiu em missão (como voluntário) para o Congo e retornou no ano seguinte. A despedida aparece no episódio 246, o último da 11a temporada.
Porque CSI se passa em Las Vegas?
CSI: Crime Scene Investigation mostra investigações periciais de crimes violentos e é ambientada em Las Vegas, no estado de Nevada, por se tratar da cidade onde existe o segundo maior laboratório criminal dos EUA, só perdendo para as instalações do FBI em Quantico, no estado da Virginia.
Quais são as séries recordistas do Emmy?
Fraisier é a maior vencedora do Emmy, o principal prêmio da tv americana, com 37 estatuetas (cinco delas de melhor série cômica). Em seguida, vêm Mary Tyler Moore, com 29 prêmios, e Cheers, com 28. Cheers é a recordista de indicações (117 enquanto esteve no ar). Nova York Contra o Crime detém a marca de maior número de indicações numa temporada: 26, em 1994. A seguir Plantão Medico e A sete Palmos, ambas com 23. Dinastia fica com o indesejado recorde de mais indicações sem uma vitória sequer: 24.
Algum ator ou atriz participou de todos os Star Trek?
Sim. A atriz Majel Barret teve esse privilégio. A viúva de Gene Roddenberry, o criador de jornada nas estrelas, teve papéis em todas as encarnações de Star Trek, incluindo as séries de TV, alguns longas para o cinema, documentários e até versões para videogame.
Curiosidades retiradas da coleção 100 respostas: Séries de TV, da revista Mundo Estranho.
“Ai, como dói a dor/ Como dói a dor de amar/ Quem já se desencantou, sabe o que é chorar/ Nesse mundo não tem professor, pra matéria do amor ensinar/ Nem tampouco se encontra doutor, dor de amor é difícil curar.” (Beth Carvalho)
Qual é a maior dor que o amor é capaz de provocar?
Alguns responderão que é a saudade do amor distante. Outros, que é o ciúme. Há também muita gente que considera a não-retribuição do sentimento como a pior das dores. Mas, em minha opinião, nada supera a dor de ter dois amores. Isso mesmo. Duas pessoas a quem se ama, e que te amam em retorno.
Muitos dirão que isso é bobagem. Que ter duas pessoas maravilhosas interessadas em você é um privilégio do qual não se ousa zombar. Que o excesso de amor não pode fazer mal. Mas faz. Muito. Porque amor é sentimento exclusivista, que não sobrevive quando misturado a outros amores. E chega um tempo em que uma escolha tem que ser feita, porque o amor tende a querer tudo só para si.
Se a escolha for feita tarde demais, perde-se a ambos. E perder dois amores dói ainda mais que perder um.
Se a escolha for feita a tempo, está-se diante de uma das maiores feridas que alguém pode suportar: abrir mão de quem se ama, sabendo que é correspondido. Se ser obrigado a deixar para trás um amor que não te quer mais já dói, abandonar quem ainda te quer exige uma força ainda maior. E nem a realização do outro amor é capaz de sufocar essa sensação de incompletude ou o gosto amargo da culpa, que fica na boca da gente pelo sofrimento que causou a uma daquelas pessoas.
Ai, como dói a dor...
Não que o outro não tivesse um fim, porém.
Esse eu escrevi durante uma prova em que eu não sabia absolutamente nada, então eu escrevi um conto no lugar.
Detalhe: a prova era de eletromagnetismo.
A água batendo em seus joelhos, as mãos e os pés amarrados.
Podia sentir o gosto de sangue em sua boca e ele tinha certeza de que o líquido escorrendo de sua cabeça não era água.
Porque e como ele havia chegado ali não eram importantes, o que importava era que a água já estava no meio de sua coxa e continuava a subir.
Juntou todas as forças que pôde e se debateu de todas as maneiras. Puxou, empurrou, tentou deslizar pelas cordas. Só conseguiu ficar cansado.
Ele parecia estar preso a um pilar de madeira e seja lá quem o amarrou fez um bom trabalho.
Porém a adição de madeira com água não tem o melhor dos resultados, por isso ele insistiu.
Ele estava prestes a desmaiar, não tinha mais forças nem para pensar no que estava fazendo, a água já batia em seu pescoço quando ouviu um inconfundível som de quebra. A pilastra havia se rompido.
Mais alguns momentos de luta e suas mãos estavam livres.
Ele mergulhou, desesperado para livrar os seus pés, sentindo o sabor doce em sua boca. Doce?
Ele definitivamente não estava no mar. O que será que era aquilo?
Com seus pés finalmente livres ele olhou para os lados, mas sem enxergar nada. Para que lado ir?
O desespero tomou conta quando ele já precisava ficar nas pontas dos pés para respirar. Escolheu um lado qualquer e foi.
Não sabia há quanto tempo andava, foi obrigado a começar a nadar. Nem sabia se nadava em linha reta, nem sabia se ia na direção correta.
Foi quando sua cabeça bateu em algo. Uma parede. Suas mãos percorreram a superfície lisa. Não havia como escalar e nem uma borda ao alcance.
Tentar o outro lado estava fora de cogitação, não tinha forças para isso. Decidiu, então, seguir a parede.
Nadou pelo que parecia uma eternidade e nada de encontrar uma borda.
Então ele bateu a cabeça pela segunda vez. Para seu azar e infelicidade, na parte de cima.
O local possuía uma tampa do que parecia ser vidro.
Por mais que ele lutasse já era tarde demais, a água já cobria sua cabeça e em poucos minutos ele estava morto.
Antônio observava tudo de um monitor. Uma luz verde cobria sua face.
- Satisfeito? – ele ouviu vindo de suas costas.
- Sua outra metade será depositada na conta combinada logo pela manhã. – respondeu enquanto saía.
Luzinhas piscando, todo mundo desejando feliz Natal/Ano novo, todo mundo se abraçando, ruas entupidas de gente comprando... comprar, comprar e comprar. Acho que as pessoas esquecem o que realmente é o Natal, né?! Cara, é mais do que sair comprando, presenteando, abraçando... E o Ano Novo? Todos desejam “Feliz Ano Novo!” pra todo mundo que passar pela rua. Nem conhece, mas está lá abraçando e desejando felicidades... Convenhamos que existe muita³ falsidade no meio disso tudo. Entre família nem tanto (mas, sim! Existe!), mas na rua dá pra contar quantas pessoas realmente querem que você tenha um feliz ano novo...
Ah, gente, qual foi? Todo mundo quer ajudar todo mundo porque é Natal, o “espírito natalino” etc. E depois? E o resto do ano? Acaba a solidariedade do mundo? Se for assim, tem que ser Natal o ano todo, caramba!
Bom, gente, esse meu primeiro post meio “revoltado” é porque as pessoas ficam mais sensíveis e solidárias nessa época do ano (não todas, mas boa parte), mas por que não ser assim sempre? Por que não nos preocuparmos com as pessoas todos os dias? Muita gente vai dizer que esse post é sem sentido e eu tô sendo hipócrita, mas *****-se. É o que eu penso...
Apesar de toda a revolta aí... Bom Natal pra todo mundo, espero que o “espírito natalino” permaneça em vocês o ano todo!
=**
A imagem que você vê ao lado é do novo sneak peek do filme “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, incluído no dvd americano de a “Ordem da Fênix”, lançado dia onze de dezembro. O vídeo de quase três minutos revela cenas na casa do professor Slughorn, o beijo entre Harry e Gina, o professor Dumbledore falando sobre as horcruxes e Draco no Expresso de Hogwarts. Há também entrevistas com alguns atores, com o diretor David Yates e com o produtor David Heyman.
A entrevista é com os atores Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Matthew Lewis, que falam sobre como foi voltar a filmar Harry Potter, o relacionamento de Rony e Lilá, e a volta de David Yates. Já o diretor e o produtor falam sobre a volta do quadribol aos filmes e também o triângulo amoroso entre Rony, Lilá e Hermione. Aqui alguns trechos da entrevista:
Sobre o relacionamento Rony e Lilá:
David Heyman: “A história é, de fato, sobre uma variedade de coisas.Voldemort está claramente de volta e está espalhando medo ao redor do mundo. Ao mesmo tempo em Hogwarts vemos um romance florescer, com Harry se apaixonando por Gina. Gina está namorando com Dino Thomas.”
David Yates: “E há também um pré-relacionamento entre Hermione e Rony que obviamente não se realiza e então sofre um abalo quando Rony fica com Lilá Brown. Isso causa um efeito em Rony.”
Daniel Radcliffe: “Rony e Lilá vão se beijar nesse filme. Nós ainda não tivemos cenas assim de Rony. Eu vou adorar isso porque nos últimos cinco anos Rony não teve uma história pessoal de romance. Então eu vou realmente adorar isso e vou lá dizer: adoro, adoro, adoro!”
Rupert Grint: “Toda essa história da equipe assistindo assusta um pouco, mas nós vamos consegui fazer.” (Falando sobre o beijo com Lilá.)
Emma Watson: “Obviamente a história de Lilá vai criar muita ansiedade e vai gerar muitas implicações, tenho certeza”.
Sobre a volta do quadribol:
David Heyman: “Estou ansioso para ver as flexões e músculos de Rupert.”
David Yates: “Quadribol está de volta em Enigma do Príncipe e não é qualquer quadribol. É um quadribol cheio de desafios. Basicamente Rony está tentando conseguir a vaga de goleiro”.
Gostaria muito de poder dizer que esse sneak peek também está no dvd brasileiro de Ordem da Fênix, mas infelizmente isso não aconteceu. Contudo essa pequena entrevista já revela o que podemos esperar para o próximo filme da série, como a volta do quadribol. Caso queiram assistir o vídeo em inglês aperte aqui ou aqui (legendado em português).
Créditos: Potterish e The Leaky Cauldron
Queria primeiramente pedir desculpas pela minha falta de posts. Estava em período de provas e tinha que terminar a minha monografia [sim, terceiro ano do colegial teve que fazer uma.... tsc, tsc, tsc...]. Também queria agradecer ao Le pelo post sobre a greve de roteiristas de Hollywood. Brigadão Le!
Por falar em greve de Roteiristas, este é o primeiro assunto de hoje. Nesta sexta feira, a Writers Guild of America (WGA) recusou uma proposta de 130 milhões de dólares oferecida pela Aliança dos Produtores de Cinema e Televisão. Esse valor seria dividido em três anos. Em nota, a WGA afirma que "Sobre os episódios de programas e séries exibidos posteriormente online, nos ofereceram uma quantia fixa inferior a US$250 por um ano de utilização de um episódio, enquanto uma única reprise na TV rende US$20 mil". Vários atores se juntaram aos roteiristas, como Tina Fey [do seriado 30 Rock], Julia Louis-Dreyfus [The New Adventures of Old Christine], e os elencos das séries Ugly Betty e CSI.
Também foi criado um fundo para arrecadar dinheiro para os roteiristas e técnicos em greve. O ator George Clooney, ex Dr. Ross da série Plantão Médico [E.R], doou 25 mil dólares para a causa.
Os roteiristas irão se reunir novamente com a Aliança dos Produtores de Cinema e Televisão na terça-feira, dia 4 de dezembro.
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Dos "parecidos com CSI" posso recomendar o NCIS [Naval Criminal Investigative Service], que é um CSI no exército. Investigam fuzileiros e comandantes mortos. Cold Case é um CSI para casos arquivados. Eles reabrem os casos e tentam descobrir os assassinos.
Por hoje é isso. Quem conseguir assista ao episódio dirigido por Quentin Tarantino. Com certeza o melhor episódio da série.
Fontes: Seriesetc
P.S.: Hoje é aniversário de Gui Weasley. Parabéns a ele!
Quando você pensa em um filme de romance já vem a sua mente todo aquele melodrama, enrolação, baboseira e um amontoado de clichês. Ou seja, o pesadelo de qualquer homem no cinema.É raro encontrar um exemplar desse gênero que fuja ao habitual água com açúcar e evite os clichês - ou ao menos saiba trabalhá-los - sagrados do ramo. Mas veio a obra de Richard Linklater para superar essas raridades.
Antes do Amanhecer/Pôr-do-Sol é simplesmente o melhor filme de romance já filmado na história do cinema. Sim, porque os dois são um filme só.
Jesse e Celine, Ethan Hawke e Julie Delpy, se encontram pela primeira vez em um trem a caminho de Viena e, depois de algum tempo de conversa, caem louca, desajeitada, imprudente e angustiadamente apaixonados um pelo outro.
Segue-se então hora e meia de conversas, divagações, indagações filosóficas e meras brincadeiras infantis. Tudo isso sobre as águas do Danúbio, sob o céu dessa belíssima cidade européia e no intervalo de apenas uma noite.
A câmera de Linklater somente se dá ao trabalho de seguir os dois personagens em planos sequenciais, mantendo uma certa distância e permitindo a eles que ajam com impressionante naturalidade, em um tom quase documental. Com o passar do tempo eles vão ficando cada vez mais conectados, compartilhando histórias de infância, sonhos, desejos e até músicas (esta a parte mais singela do filme).

Mas o que esses mesmos fãs não sabiam é que o que já era o melhor podia ficar sublime. Linklater, Hawke e Delpy se uniram de novo para realizar uma pequena obra prima do cinema atual.
Após não se encontrarem como o combinado ao fim do primeiro filme, Jesse volta à Europa, nove anos depois, para promover o lançamento do livro que escreveu sobre aquele encontro. Então, em uma pequena livraria de Paris, Jesse e Celine voltam a se encontrar.
Dessa vez eles tem uma tarde para colocar em dia tudo o que precisa ser discutido antes que, com o pôr do sol, Jesse retorne aos Estados Unidos.
Agora somos agraciados com mais hora e meia de diálogos primorosos e atuações magistrais (quase mediúnicas). Tudo isso sobre as águas do Sena e sob o céu de Paris, que dispensa comentários.
Esse é um filme mais maduro, mais sóbrio e, até certo ponto, mais cínico e depravado que o antecessor. Que é justamente o que o faz superior.
Os desejos deles já são outros, seu sonhos foram frustrados e ambos são perseguidos pelo fantasma do amor que poderia ter sido e não foi. Um idealiza a vida do outro, despreza a própria e eles não conseguem se encontrar. Até que tudo explode em uma cena angustiante e claustrofóbica dentro de um carro.
Mais uma vez Linklater apenas aponta a câmera para os atores e os deixa fazer todo o trabalho. As divagações, indagações filosóficas e as brincadeiras estão de volta, mas você percebe que o encanto, a magia, foram quebrados.
Algo que deixa bem claro isso é quando Jesse perguntar à Celine se ela acredita em reencarnação no primeiro filme e ela responde "Sim. Sim, é interessante", ao que ele repete essa mesma pergunta no segundo a resposta é um seco "Não mesmo".
E se no primeiro fomos deixados com um final em aberto, nesse temos um final um tanto quanto
abrupto mas sem muito espaço para especulações. Por sinal, um dos melhores finais do cinema.

Dividido em dez partes – Disciplina, Compaixão, Responsabilidade, Amizade, Trabalho, Coragem, Perseverança, Honestidade, Lealdade e Fé, virtudes reconhecidas como necessárias à verdadeira formação moral de qualquer cidadão – o livro contém textos de diversas culturas e épocas, daqueles considerados “eternos”. Encontra-se desde Shakespeare a Monteiro Lobato, passando por Charles Dickens, Esopo, Machado de Assis, Mark Twain, Oscar Wilde, Vinícius de Moraes e até Irmãos Grimm.
Não faz muito, discutíamos na Corvinal sobre a natureza do homem. Alguns de nós dissemos ter perdido a fé na humanidade, por motivos que não vêm ao caso. Foi pensando nisto que escolhi o seguinte texto para complementar meu post; Chama-se A Natureza do Homem é Boa e foi escrito por Mêncio, um sábio chinês contemporâneo de Aristóteles no Ocidente e pode ser encontrado nO Livro das Virtudes.
A tendência da natureza do Homem para o bem é como a tendência da água em fluir para baixo. Não há quem não tenha essa tendência para o bem, como toda água tende a fluir para baixo.
Ao batermos na água fazendo-a espirrar para cima, podemos conseguir que ela respingue acima de nossa cabeça e, ao represá-la e conduzir seu curso, podemos forçá-la a subir, morro acima - mas estariam tais movimentos de acordo com a sua natureza? É a força exercida que os causa. Quando os homens são forçados a fazer o que não é o bem, sua natureza está sendo manipulada de maneira semelhante.
Todas as coisas do mesmo tipo são semelhantes umas às outras - por que teríamos dúvidas quanto ao Homem, como se ele fosse a única exceção a essa regra? O sábio e nós somos do mesmo tipo.
As árvores da Nova Montanha já foram belas. Encontrando-se, entretanto, na fronteira de um grande Estado, foram cortadas pelos machados e pelas serras - e teriam conseguido manter sua beleza? Ainda através da atividade da vida vegetativa dia e noite, e da influência nutritiva da chuva e do orvalho, não deixaram de dar brotos e ramos; mas logo vieram os bois e as cabras, e deles se alimentaram. A tais coisas deve-se a aparência desolada e árida da montanha que, vista pelas pessoas, parece não ter sido muito bem coberta pelas matas. Mas será essa a natureza da montanha?
Da mesma forma se dá o que pertence propriamente ao Homem - pode-se dizer que a mente de algum homem não tenha sido provida de benevolência e justiça? A maneira pela qual o homem perde o bem próprio de sua mente é semelhante àquela em que as árvores são tombadas por machados e serras. Talhada diariamente, poderá ela - a mente - manter sua beleza? Mas há um desenvolvimento de sua vida dia e noite, e no ar sereno da manhã, justo entre a noite e o dia, a mente sente num certo grau aqueles desejos e aversões característicos da humanidade, mas o sentimento não é forte e sofre o ataque e a destruição daquilo que se passa durante o dia. Acontecendo dia após dia tais obstruções ao seu desenvolvimento, a restauradora influência da noite não é suficiente para preservar o bem próprio da mente; e quando se comprova essa insuficiência para tal propósito, a natureza se torna não muito diferente da natureza dos animais irracionais que as pessoas, ao observarem-na, acham que nunca teve esses poderes que estou afirmando. Mas tais condições representariam os sentimentos próprios da humanidade?
O jogo de xadrez não passa de uma pequena arte, mas sem a entrega total da mente, e sem os desejos voltados totalmente para tanto, um homem não é capaz de nela atingir bom êxito. Chess Ts’ew é o melhor enxadrista do reino. Suponhamos que ele esteja ensinando dois homens a jogar. Um deles entrega-se de mente aberta e volta toda a força do seu desejo para o aprendizado, e nada faz que não seja escutar o mestre. O outro, embora pareça estar prestando a máxima atenção nos ensinamentos de Chess Ts’ew, está na verdade pensando no cisne que se aproxima e querendo preparar o arco, ajustando bem a flecha para acertá-lo. Embora esteja aprendendo com o outro, não conseguirá se equiparar a ele. Por que? Por que sua inteligência não é igual? Não se trata disso.
Há casos em que os homens, por um determinado curso, podem preservar a vida, e não seguem tal curso; em que, por determinadas coisas, podem evitar o perigo, e não fazem tais coisas.
Portanto, os homens têm o que lhes apraz mais do que a vida e o que lhes desgosta mais do que a morte. Não serão homens de distintos talentos e virtudes somente aqueles que tenham essa natureza mental. Todos a têm; o que pertence a tais homens é simplesmente o que eles não perdem.
O discípulo Kung-too disse:
- Todos são igualmente homens; mas alguns são grandiosos e outros, insignificantes: como se dá isso?
Mêncio retrucou:
- Aqueles que seguem o que neles é grandioso são grandiosos; aqueles que seguem o que neles é insignificante são insignificantes. À mente cabe o ofício de pensar. Pensando, ela obtém a visão correta das coisas; negligenciando o pensamento, ela fracassa nesse intento. Apegue-se o homem à supremacia da parte mais nobre de sua constituição, e a parte inferior não será capaz de lhe tomar essa posição. É simplesmente isso que faz um homem grandioso.
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Deixo a conclusão a cargo de vocês. :)
O anime recomendado dessa semana é Rozen Maiden, uma série de mangá criada pelo grupo PEACH-PIT. Recebeu a adaptação para Anime, contendo 12 episódios, exibidos de outubro a dezembro de 2004, no Japão; teve também uma sequência, Rozen Maiden ~Träumend~, de 12 episódios, exibidos de Outubro de 2005 a Janeiro de 2006; e um prólogo, Rozen Maiden Ouvertüre, de 2 episódios, exibidos em Dezembro de 2006.
O anime conta a história de um estudante ginasial, chamado Sakurada Jun, que se nega a ir para à escola devido a algumas experiências traumáticas. Ele fica trancado em seu quarto e tem o hobby de pedir produtos supostamente sobrenaturais via online, e os devolve antes que o período de carência se esgote e ele tenha que pagar por eles. Sua irmã mais velha, Sakurada Nori, faz tudo que pode para ajudá-lo, mas não obtém bons resultados nas tentativas de curá-lo de seus traumas.
"Um dia, Jun recebe uma carta alegando que ele ganhou um prêmio, e pergunta se ele "aceita" (まきますか?) ou "não aceita" (まきませんか?)o prêmio. Depois de colocar a carta em sua gaveta como as instruções da carta diziam, ele recebe uma linda caixa trabalhada em madeira. A caixa contém uma estranha boneca, cujas feições parecem de algo vivo, e que vestia roupas no estilo Gothic Lolite. Jun, depois de uma examinação breve, decide dar corda à boneca. Ela declara, "Meu nome é Shinku, a quinta boneca de Rozen Maiden". Shinku é uma boneca da coleção única "Rozen Maiden", e antes que Jun possa entender a situação em que ele estava, ele é atacado por um boneco mandado para eliminá- lo. Jun tem que jurar servir Shinku para salvar sua própria vida, e assim ele acaba sendo encarregado da responsablidade de proteger a "Rosa Mystica" de Shinku enquanto ela entra em intensas batalhas com as outras Rozen Maidens." - Wikipedia
Análise da história
Rozen Maiden a princípio parece ser mais uma historinha "não-original" sobre bonecas que possuem alguma coisa em especial. Mas, com o passar dos episódios, você consegue observar uma grande evolução da história geral, e também dos personagens. Como por exemplo a boneca Shinku, que no decorrer dos episódios torna-se menos dura; ou Sakurada Jun, que começa a amadurecer, e nos faz pensar que ele irá para a escola; e a história das Rosas Mysticas, que nos deixa intrigados com a pergunta: "Quem se tornará Alice?".
Esse é o primeiro conto de ficção científica que eu escrevo, o que me fez levar um tempo maior que o normal para escrevê-lo, já que tive de criar todo um universo em volta da história. Não que algo desse universo tenha efetivamente feito parte do conto, mas eu sou chato. Depois de todo esse trabalho, eu espero pelo menos que ele se transforme em uma série com vários contos independentes, todos se passando neste mesmo universo.
Tomara que vocês gostem. E deixem comentários.
Paul caminhava apressadamente por aqueles estranhos corredores completamente desertos, seus passos ecoando pesadamente por aquelas paredes amarelo claro.
Ele atravessou uma porta dupla de vidro e virou à esquerda - as paredes agora eram azuis -, seguindo em direção ao fim do corredor e à porta que lá se encontrava.
Após uma breve hesitação, ele bateu na porta duas vezes. Uma rouca voz feminina saiu de lá pedindo que ele entrasse.
Quando cruzou a porta, os olhos de Paul ficaram momentaneamente cegos. O pequeno quarto, inconcebivelmente branco e ocupado apenas por uma cama reclinada metálica, era fortemente iluminado por um número não recomendável de lâmpadas fosforescentes.
A ocupante da cama era uma velha grisalha e frágil, com a aparência de que não sobreviveria àquela noite.
Paul foi em sua direção e se pôs ao lado da velha.
- E... – foi tudo o que ele conseguiu falar antes de ser interrompido por ela.
- Não há necessidade de palavras. Dê-me sua mão. – ele a obedeceu.
- Um homem desesperado. – a velha continuou.
Desespero era pouco perto do que ele estava sentindo, apenas algo inominável o levaria até ali.
- Não há esperanças. – ela sentenciou asperamente.
O coração de Paul cavou um buraco dentro de seu próprio peito e caiu. Ele havia ouvido aquelas mesmas palavras mais de uma dezena de vezes antes, mas pela primeira vez elas pareceram tão finais, tão definitivas. Aquela era sua última chance, sua última esperança.
- Mas como? Deve haver... – ele começou a falar.
- Silêncio! – a velha o interrompeu – Não há necessidade de palavras.
- Talvez haja algo que eu possa fazer por você.
O seu coração voltou ao lugar e agora tentava sair pelo outro lado. “Será que realmente haveria algo que a pudesse salvar?”, ele pensou.
- Não seja tolo. – ela voltou a falar – Nada pode ser feito por ela, ou você acha que eu fazia piadinhas quando disse que não havia esperanças?
Novamente o coração de Paul havia afundado.
- Existe algo que talvez possa, talvez – ela enfatizou – possa ajudá-lo.
Ajudá-lo!? Ajudá-lo como? Se não havia nada que pudesse ser feito por ela, o que poderia ajudá-lo?
- O chá da rosa azul...
“O chá da rosa azul!”, a mente de Paul explodiu em fúria “Como se eu não tivesse tentado isso antes. Como se essa não tivesse sido a primeira coisa que sua conselheira pessoal havia lhe recomendado!”
- Não seja insolente! – a velha interrompeu seus pensamentos – O chá da rosa azul deverá ser misturado com essência de Lynx, sua conselheira saberá como fazê-lo.
- Você deverá dá-lo à sua esposa – ela continuou - daqui três noites exatamente, depois você deverá se deitar com ela o maior número de vezes possíveis até o amanhecer.
A frase “E como isso poderia ajudá-la?” se formou na cabeça de Paul, mas antes que ela chegasse ao seus lábios a velha voltou a falar.
- Não poderia, nem vai, mas isso irá salva-lo. O chá vai permitir que ela engravide e a própria gravidez se encarregará de mantê-la viva por mais nove meses.
- Como você pôde pensar em algo assim numa hora dessas, sua velha bruxa?! – dessa vez ele conseguiu se expressar mais rápido do que ser interrompido.
- Mais uma vez, não seja tolo. – a voz dela estava ainda mais calma e pausada mas, apesar de sua aparência, nada cansada – Você não tem filhos. E com a impossibilidade de encontrar outra esposa fértil, você sabe quais são as conseqüências disso. Suas terras serão invadidas e você será descartado ainda mais rápido que de Tottler.
- Eu não teria nem coragem de pensar nisso. – ela o deixou completar – Não enquanto a Denise mal consegue sair da cama.
– Mas deveria. Você conhece muito bem a fúria que cai sobre ele quando alguém do Quorum não produz um herdeiro fértil, você fez parte dela mais de uma vez.
Paul baixou a cabeça, se virou e saiu percorrendo mais uma vez aqueles corredores.
Quando pôs o pé fora daquele prédio, ele estava convencido a esquecer tudo o que havia ouvido lá dentro. Por que deveria confiar em qualquer uma daquelas velhas malucas?
Ele não acreditava nessas baboseiras mesmo, elas eram apenas uma praga que a sociedade moderna deveria reaprender a erradicar.
Paul estava em pé na sua sala de jantar segurando um copo de whisky, perdido em pensamentos, olhando para um quadro retratando sua esposa do lado diretamente oposto ao dele.
A sala estava ocupada com pouco mais que duas dúzias de pessoas, mesmo assim o local ainda parecia apto a receber pelo menos uma dúzia mais, todos homens, todos segurando um copo de whisky, que riam e conversavam alegremente uns com os outros enquanto tragavam seus grandes charutos.
– Meus parabéns. – disse um homem levemente ruivo, levemente gordo e levemente barbudo que havia se aproximado de Paul – Uma menina, e fértil, logo na primeira tentativa... – sua voz morreu abruptamente como se engolisse as palavras “e última!”.
– Muito obrigado. – disse Paul voltando de seu transe – Ainda assim eu não me sinto nem um pouco afortunado.
– De qualquer maneira, não é para qualquer um. – ele disse um pouco encabulado – Anime-se, homem! Olha só o Tom... – ele apontou para um homem claramente bêbado rindo acima dos outros – mal pode se conter. Doze tentativas, doze meninas inférteis, três delas inclusive mandadas para aquelas velhas e só agora ele conseguiu um menino.
– Não que ele tenha se queixado muito das garotas. – Paul adicionou se lembrando das delícias do pequeno harém que Tom havia montado.
– Ra - o homem riu, pegando de uma bandeja, sobre um carrinho que aparentemente se movia sozinho, outro copo de whisky –, não é como se nós precisássemos da mão de obra.
– Talvez nós precisássemos dos cérebros. – ponderou.
– Como se fosse sair algo daquela família. Você conhece muito bem as garotas. Qualquer uma com o mínimo de capacidade intelectual foi imediatamente despachada para aquelas velhas, seja lá o que elas fazem.
– Prepará-las para ser as próximas velhas? – indagou Paul com certa ironia.
– Congresso. – o outro disse com todo o sarcasmo que pôde encontrar – Não passam de um bando de velhas, se você me perguntar. E ainda têm a coragem de quererem ser chamadas de congressistas.
– Como se você tivesse a coragem de chamar sua conselheira de qualquer outra coisa. – Paul riu.
– Ah, chega disso. – se apressou em dizer, meio indignado, meio bêbado – Daqui a pouco o Tom vem aqui te importunar com propostas de casamento.
– Já veio. E eu não vejo como recusar. Depois do desastre com o Tottler, nossos filhos são os últimos da geração. Não acho que seria prudente esperar.
– Não, você tem toda a razão. Onde está a menina Clara, por falar nisso? Não a vejo desde a apresentação no início da festa.
– Não havia como deixá-la aqui, é difícil sem uma mãe para cuidar. Ela está lá em cima, com um autômato.
– Mas não é perigoso? Se for preciso eu tenho certeza de que qualquer esposa ficaria feliz em ajudá-lo, ou uma das meninas. Eu mesmo, como você sabe, tenho duas que não vão para casamento e como eu tenho escrúpulos um pouco mais apurados que os de Tom não teria problemas em lhe enviar uma.
– Não tão mais apurados assim, segundo chegou ao meu conhecimento. – Paul não deixou de comentar – Mas não será necessário, é perfeitamente seguro deixá-la sob os cuidados de um dos autômatos. Creio que eu possa criá-la muito bem sozinho.
– Se você assim o quer... Eu acho que se o nosso melhor engenheiro confia tanto assim nos autômatos, quem sou eu para discordar. – e com esse comentário ele fez uma pequena referência e se retirou.
Paul, com o espírito um pouco mais ameno, deixou escapar um sorriso, pegou outro copo de uma das bandejas ambulantes e olhou de relance para o quadro de sua esposa pela última vez naquela noite.
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